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Metade da população adulta do Brasil está inadimplente

O Brasil encerrou 2025 com 81,2 milhões de pessoas inadimplentes, o equivalente a 49,7% da população adulta, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. O volume total de dívidas ativas chegou a R$ 518 bilhões, mantendo o país acima dos níveis observados antes da pandemia.

Cada inadimplente acumulava, em média, R$ 6.382 em débitos, distribuídos em quatro dívidas diferentes, com valor médio aproximado de R$ 1.593 por dívida, geralmente relacionadas a cartão de crédito, empréstimos pessoais, financiamentos e contas básicas.

O levantamento mostra que o endividamento do brasileiro não se trata de atrasos pontuais, mas do acúmulo de compromissos financeiros ao longo do tempo, o que indica que, em muitos casos, gastar mais do que ganha já se tornou um hábito do dia a dia.

O que a inadimplência causa ao devedor

Para o consumidor, a inadimplência significa restrição de crédito, aumento progressivo da dívida devido à cobrança de juros e provável bloqueio do acesso a serviços financeiros básicos, como abertura de conta ou solicitação de cartões de crédito. Além de reduzir o poder de negociação, o CPF negativado encarece qualquer operação de crédito futura.

Há ainda efeitos indiretos, pois o comprometimento da renda futura para quitar dívidas que só aumentam, pode causar estresse financeiro, questões de saúde mental (como ansiedade e depressão), desmotivação para o trabalho e falta de perspectiva. O resultado é um ciclo de endividamento difícil de romper sem que haja uma organização estruturada.

Qual é o impacto na economia

Quando quase metade da população adulta está inadimplente, o consumo desacelera, prejudicando o país como um todo. Isso porque a indústria em geral reduz seus investimentos, o comércio enfraquece e o crescimento econômico fica limitado. Ou seja, o país fica ainda mais atrasado.

E mesmo quem não está endividado sofre os efeitos de um nível de inadimplência tão alto: o acesso ao crédito fica mais difícil (com exigência de mais garantias) e as taxas de juros aumentam para compensar o risco de não recebimento.

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