Prejuízo dos Correios triplica e chega a R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025
O prejuízo dos Correios no 1º semestre de 2025 superou o registrado em todo o ano de 2024, segundo balanço divulgado na última semana. A estatal acumulou perda de cerca de R$ 4,4 bilhões nos 6 primeiros meses do ano. Em 2024, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões — valor quatro vezes maior que o de 2023.
No período, a receita somou R$ 8,9 bilhões e as despesas, R$ 13,4 bilhões, com queda de 9,5% na receita em comparação com o 1º semestre de 2024. As despesas com precatórios cresceram 512%, enquanto as administrativas subiram de R$ 1,2 bilhão para R$ 3,4 bilhões. O resultado financeiro piorou: despesas passaram de cerca de R$ 3 milhões para R$ 673 milhões. No 2º trimestre, o prejuízo foi de R$ 2,64 bilhões — quase cinco vezes o do mesmo intervalo de 2024.
Em nota, a empresa atribuiu o desempenho à “transformação acelerada do setor privado de logística, impulsionada pelo crescimento do e-commerce, pela tecnologia e por modelos de entrega cada vez mais rápidos e agressivos”, além da “ausência de investimentos” que elevou a pressão sobre estruturas rígidas e de alto custo.
Em julho, a crise levou Fabiano Silva dos Santos a colocar o cargo à disposição, após a divulgação do prejuízo do 1º trimestre. Porém, ele segue como presidente dos Correios.
A estatal teve lucro nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) e prejuízo sob Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os Correios mantêm mais de 10.350 unidades de atendimento e 1.100 de distribuição e tratamento e dizem seguir como “instituição estratégica”, com entregas em todos os municípios e “integração territorial”.
