Apenas uma cidade do Piauí está entre as 100 que mais arrecadam tributos no Brasil
Apenas um município do Piauí figura entre os 100 com maior arrecadação de tributos da Receita Federal. No estado, Teresina é a única cidade presente no ranking nacional, ocupando a 47ª posição, com cerca de R$ 5,8 bilhões arrecadados em 2024.
O estudo mostra que esses 100 municípios concentram 77,6% de toda a arrecadação tributária do país, embora abriguem pouco mais de um terço da população brasileira (36,4%).
O levantamento tem como base os valores recolhidos pela Receita Federal em 2024 e considera apenas os tributos gerados em cada município, não relacionando necessariamente todos os recursos que entram nos cofres públicos, como transferências federais, emendas parlamentares e outras fontes.
No recorte regional, Teresina aparece como a sétima maior arrecadadora do Nordeste, ficando à frente apenas de Natal (48º) e Aracaju (68º). Acima dela na região estão Fortaleza (12º), Salvador (14º), Recife (15º), São Luís (28º), Maceió (36º) e João Pessoa (38º).
O Nordeste é a terceira região com mais municípios entre os 100 maiores arrecadadores, com 12 cidades. O Sudeste lidera com 53 municípios, seguido pelo Sul (26), Centro-Oeste (6) e Norte (3).
Sozinha, a cidade de São Paulo concentrou 23,1% de toda a arrecadação nacional, o equivalente a R$ 581,2 bilhões.
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), as mudanças previstas com a reforma tributária, que iniciou o período de transição neste ano, tendem a alterar esse cenário. Hoje, o imposto é cobrado majoritariamente na origem, onde os bens são produzidos, o que favorece municípios com polos industriais e comerciais. Com a nova lógica, a cobrança passará a ocorrer no destino, onde o consumo acontece, o que pode beneficiar cidades mais populosas.
Veja os 10 municípios que mais arrecadaram tributos em 2024:
São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões
Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões
Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões
Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões
Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões
Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões
Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões
Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões
Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões
Campinas (SP): R$ 26 bilhões
