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Parte de ponte de quase R$ 3 milhões desaba poucos meses após entrega em Riacho Frio

A ponte construída sobre o Rio Fundo, no município de Riacho Frio, no extremo Sul do estado, já apresenta rachaduras e danos estruturais graves poucos meses após ser entregue. A obra, que era aguardada como solução para um problema antigo de mobilidade na região, não resistiu ao primeiro período chuvoso completo e tem gerado preocupação entre moradores.

A construção foi licitada por meio da Secretaria dos Transportes do Piauí, com valor previsto de R$ 2.897.934,60, conforme o processo administrativo nº 00319.001636/2023-90, aberto em 16 de julho de 2024. No site do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, a licitação aparece como finalizada em 16 de setembro de 2024.

Apesar disso, as obras foram iniciadas apenas em maio de 2025. Menos de um ano após o início da execução e meses depois da entrega, a estrutura já apresenta fissuras visíveis, levantando questionamentos sobre a qualidade do projeto e da execução.

O projeto da ponte foi de responsabilidade do engenheiro civil Ramiro Lobato do Valle (RNP 1215903154), conforme a ART nº 1920240031457, registrada junto ao CREA. O documento aponta a elaboração de projeto básico para uma ponte de concreto armado com 60 metros de vão e 5 metros de largura, no município de Riacho Frio, e previa o término em 31 de dezembro de 2024, o que não aconteceu, e a referida obra só foi iniciada em 2025.

De acordo com a apresentação técnica, o empreendimento tinha como objetivo proporcionar melhores condições de tráfego e qualidade de vida à população. No entanto, no primeiro inverno após a conclusão, parte da estrutura já apresenta rachaduras e sinais de deterioração, causando insegurança entre os moradores que utilizam a via diariamente.

A empresa responsável pela execução da obra é a JDN Empreendimentos Urbanos EIRELI (CNPJ 24.400.713/0001-00). A construtora já foi citada em investigações do Ministério Público por indícios de subcontratação integral e possível superfaturamento em contratos públicos. O proprietário da empresa, Jackson Dias Cunha Nogueira, é apontado como ligado ao deputado estadual João Mádison.

Diante da rápida deterioração da ponte, moradores questionam se o problema está relacionado a falhas no projeto técnico ou na execução da obra. A população cobra fiscalização rigorosa dos órgãos competentes e uma solução imediata para evitar que vidas sejam colocadas em risco em uma estrutura recém-construída.

Em nota a prefeitura informou que tomou conhecimento do caso e entrou em contato com a empresa.

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