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Projeto de lei prevê multa de R$ 30 mil e suspensão por 10 anos para quem dirigir bêbado; entenda

Um novo projeto em tramitação no Congresso Nacional promete elevar de forma significativa as punições para quem dirige sob efeito de álcool no Brasil.

A proposta de Lei 3.574/2024, em análise na Câmara, propõe endurecer a Lei Seca brasileira (11.705/2008) e alterar o Código de Trânsito Brasileiro, aumentando a multa, o tempo de suspensão da CNH e resultando até mesmo em prisão.

Multa pode saltar para quase R$ 30 mil

Hoje, a infração por dirigir alcoolizado gera multa de R$ 2.934,70 e resulta na suspensão da CNH por 12 meses. Com o novo texto, esse valor pode aumentar de forma exponencial, dependendo da gravidade do caso.

O projeto, que é de autoria do ex-deputado Gilvan Máximo, prevê que a multa possa chegar a até 100 vezes o valor de uma infração gravíssima, o que elevaria a penalidade para cerca de R$ 29 mil em situações mais graves, como acidentes com morte.

Em casos de invalidez permanente da vítima, a multa também sobe de forma significativa, podendo atingir cerca de R$ 14 mil.

Dessa forma, a lei brasileira, que já é considerada dura para os padrões mundiais, poderá se destacar ainda mais de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, há uma tolerância para o consumo de álcool.

No entanto, o Brasil tem números alarmantes de mortes no trânsito. Cerca de 60.000 pessoas morrem nas ruas e estradas brasileiras por ano por acidentes.

CNH pode ser suspensa por até 10 anos

Outro ponto central da proposta é o aumento do tempo de punição administrativa.

Atualmente, o motorista flagrado dirigindo sob efeito de álcool tem a habilitação suspensa por 12 meses. Com a nova regra, esse prazo pode chegar a até 10 anos em casos de morte no trânsito.

Para situações menos graves, como acidentes com vítimas sem morte, a suspensão também seria ampliada — podendo chegar a cinco anos.

Motorista pode pagar custos das vítimas

O projeto vai além das penalidades tradicionais. Ele prevê que o condutor embriagado envolvido em acidentes passe a ter responsabilidade financeira direta sobre as consequências.

Entre as medidas propostas estão o pagamento de despesas hospitalares das vítimas, a indenizações proporcionais ao dano causado e a possibilidade de pagamento de pensão em caso de incapacidade da vítima.

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