Lúcia Santos diz que pré-candidatura representa a reconstrução do PSDB no Piauí

Em entrevista à TV Cidade Verde nesta quarta-feira (26), a médica Lúcia Santos afirmou que sua pré-candidata ao Governo do Piauí representa uma reconstrução do PSDB no estado. Na ocasião, a líder tucana também fez uma avaliação negativa da atual gestão estadual e apresentou sua trajetória profissional como principal credencial para disputar o cargo nas próximas eleições.
Na avaliação de Santos, o grupo pessedebista vem passando por um período de enfraquecimento em todo o estado, especialmente após a morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho. “O PSDB, depois da morte do nosso querido Firmino Filho, foi desidratando”, afirmou. Segundo ela, o convite para participar do movimento Piauí Livre foi o ponto de partida para a reorganização da legenda.
Neste sentido, a pré-candidata ressaltou que o perfil da atual direção partidária e demais integrantes é marcado por trajetórias profissionais sólidas. “Todo mundo que está no PSDB atualmente tem sua história como profissional, que lhe trouxe até aqui. São cidadãos que têm uma história feita, não tem ninguém se aventurando nem tentando pegar oportunismo na política”, disse.
Críticas ao governo estadual
Durante a entrevista, a médica foi enfática ao criticar os indicadores sociais do Piauí sob administrações do PT. “Nós estamos com índices terríveis: somos o segundo maior ICMS do Brasil, campeões em amputação de pé diabético na saúde, e temos o segundo maior índice de analfabetismo de pessoas acima de 15 anos. São índices muito vergonhosos”, declarou.
Santos também fez um apelo mais pessoal ao avaliar o impacto dessas falhas no cotidiano da população. “Como mãe, mulher, médica, professora e administradora, posso avaliar que nada disso está bom. Para onde a gente se vira, não temos infraestrutura, saúde, educação nem segurança. O Piauí continua pobre e as pessoas estão mais empobrecidas”, pontuou.
Saúde como carro-chefe
Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi), Santos destacou a saúde como um dos seus principais eixos e defendeu o fortalecimento do SUS no estado. “Levamos 200 anos para chegar ao SUS que temos hoje. Ele reverteu índices terríveis na saúde, como o câncer de mama, que quando uma mulher recebia esse diagnóstico era igual a uma sentença de morte. Não podemos abrir mão dele”, afirmou.
Ao afirmar que mais de 90% dos piauienses dependem exclusivamente do sistema público de saúde, a pré-candidata criticou o atual modelo de saúde digital adotado pelo governo estadual. “A saúde digital, da forma como foi colocada, é um engodo, é uma fantasia, e isso não funciona. As provas são as pessoas entulhadas, como a gente teve agora em Floriano”, declarou.
Aliança com outros partidos
Questionada sobre possíveis alianças com outros partidos de oposição, a pré-candidata do PSDB disse estar aberta a negociações, desde que o objetivo de retirar o PT do governo estadual seja compartilhado. “O importante para a gente é realmente tirarmos o governo do Estado, fazer uma mudança efetiva após mais de 20 anos de PT”, finalizou.
