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Plano federal prevê internet móvel em 615 km da BR-135 no Piauí; entenda

Motoristas que trafegam pela BR-135, no Piauí, poderão contar com uma ampliação da cobertura de telefonia móvel ao longo de 615 quilômetros da rodovia. O trecho foi incluído na Política Nacional de Conectividade em Rodovias, anunciada pelo Governo Federal na última quinta-feira (15), com a proposta de expandir o acesso a celular e internet nas estradas do país.

A iniciativa prevê ampliar a cobertura móvel em 72,3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais até 2030. A medida busca reduzir áreas sem sinal, que dificultam a comunicação de motoristas e passageiros durante as viagens.

Nas rodovias federais, a meta é aumentar a extensão coberta dos atuais 27,2 mil quilômetros para 57,1 mil quilômetros. O acréscimo de 29,9 mil quilômetros representa uma cobertura de aproximadamente 77% da malha federal brasileira.

O cronograma prevê que 16 mil quilômetros de estradas federais recebam cobertura já em 2027. Para este ano, a expectativa é conectar 3.733 quilômetros de rodovias.

Entre as vias consideradas prioritárias estão as BRs 101, 116, 135, 163, 242 e 364. A previsão é que essas seis rodovias tenham cobertura integral ao final da implementação da política.

Além das estradas federais, o programa estabelece a ampliação do sinal em 42,4 mil quilômetros de rodovias estaduais. Somadas, as duas frentes devem acrescentar 72,3 mil quilômetros de vias com cobertura móvel.

Uma das principais medidas previstas é o uso do roaming obrigatório entre operadoras nacionais e regionais em 13,1 mil quilômetros de rodovias federais. Na prática, a iniciativa permitirá que o usuário utilize a rede de outra operadora em locais onde sua própria empresa não oferece sinal.

Segundo o planejamento apresentado pelo governo, a conexão deverá funcionar com tecnologias 4G e 5G. Nos trechos que atualmente não possuem cobertura, poderão ser instaladas torres e estações rádio base, estruturas responsáveis pela transmissão do sinal de telefonia móvel.

A expansão também deverá utilizar compromissos de cobertura vinculados a leilões de espectro, obrigações regulatórias e contratos de concessão rodoviária.

A quantidade de antenas necessárias para executar o plano ainda não foi definida. Trechos sem previsão de cobertura deverão ser avaliados após a conclusão da política nacional.

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