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Flávio chega à última semana em vantagem em todas as pesquisas

Na disputa pela Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, chega à última semana com uma vantagem apertada contra o presidente Lula, que se recuperou nas últimas duas semanas, mas não conseguiu passar numericamente à frente nas pesquisas.

Três levantamentos foram divulgados hoje e, mais do que o resultado, é importante observar a tendência. Na Atlas/Bloomberg, Flávio tem 51,1% e Lula, 48,9%, uma vantagem de 2,2 pontos. Na última pesquisa, a diferença era de 5,6. Isso reforça que Lula cresceu nas duas primeiras semanas do segundo turno.

Na PoderData, o senador tem 52% e o presidente, 48%. Na última pesquisa, eles apareciam empatados em 50%, o que indica que Lula pode ter interrompido a recuperação.

A pesquisa BTG/Nexus é a mais favorável a Lula e o mostra 0,6 ponto atrás do senador: Flávio Bolsonaro, 50,3%, e Lula, 49,7%.

Acontece que, no primeiro turno, quase todas as pesquisas mostraram o presidente Lula à frente do senador. Se esse padrão se mantiver, a vantagem de Flávio pode ser até maior do que a apurada.

Para este Blog, está claro que o eleitorado de direita não consegue ser realmente dimensionado pelas pesquisas. O primeiro turno confirmou o que ocorreu em 2022 e 2018: os eleitores desse campo evitam responder aos levantamentos. Não se trata de bolsonarismo de chegada.

Esses eleitores estão sempre lá, mas preferem o silêncio do voto secreto. Mesmo assim, o cenário é apertado e qualquer erro dos candidatos pode ser decisivo. Embora grande parte do eleitorado esteja decidido e não demonstre sinais de mudança no voto.

Na avaliação do Blog, a audiência do debate de ontem, que chegou a liderar em São Paulo, mostra como a eleição está sendo vivida intensamente em todo o país. O presidente Lula começou melhor e fez perguntas incômodas, e Flávio fugiu das respostas sobre munições e sobre a atuação como advogado de policial suspeito de matar uma criança. Mas, depois, o presidente perdeu fôlego, se irritou, confundiu dados e até tropeçou em muitas palavras.

Flávio acertou na estratégia de cortes de câmeras e de gestos. Mostrou estar bem treinado e dominou os outros dois blocos. Perdeu a chance de continuar em temas que o favoreciam, como tratar das saidinhas de presos, e exagerou em algumas falas. SUS padrão Einstein? Também perdeu a chance de defender o corte de gastos. Sobre a Argentina, não falou que a situação ruim por lá não é culpa de Milei, que reduziu a inflação e a pobreza, e sim do kirchnerismo, aliado ao PT que afundou o país em dívidas com a política de subsídios em combustíveis, transportes e energia.

No fim, o presidente ainda cometeu um ato falho nas considerações finais. O ponto ainda mais baixo foi a gritaria dos assessores nos estúdios da Band.

No final, primeiro bloco favorável ao presidente Lula e dois blocos melhores para Flávio Bolsonaro.

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