Lula anuncia mudanças no governo e promete investir em diversas áreas; veja quais

Em seu primeiro pronunciamento após a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que pretende adotar uma nova forma de governar o Brasil. No segundo turno da eleição de 2026, realizada neste domingo (25), Lula obteve mais de 64,2 milhões de votos, alcançando 51,79% dos votos válidos.
Durante seu discurso, Lula anunciou alguns temas que terão relevância em seu governo, dentre eles: mais investimento na economia digital, na educação, na preservação ambiental e na modernização do Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, destacando que o governo federal estará alinhado com os governadores para buscar soluções no combate ao crime.
“Essa eleição me ensinou muitas lições. Quero dizer que vamos mudar o jeito de governar este país. Vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões. Quero dizer que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, afirmou Lula, durante discurso em São Paulo.
Após agradecer ao deputado André Janones (Rede-MG) pela atuação nas redes sociais durante o segundo turno, Lula afirmou que pretende ampliar o diálogo direto com a população brasileira.
“Daqui para a frente, vou conversar com o povo brasileiro muitas vezes por dia. Não vou ficar permitindo ser interpretado por jornalista com má-fé. Vou dizer o que penso, o que faço”, declarou o presidente.
Big techs
Lula afirmou que pretende avançar na regulamentação das grandes empresas de tecnologia, conhecidas como *big techs*. Segundo o presidente reeleito, a atuação dessas companhias nas eleições brasileiras reforçou a necessidade de estabelecer regras para o ambiente digital.
“Vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime da vida real”, declarou.
O presidente também criticou o poder econômico dessas empresas e as acusou de tentar influenciar os resultados eleitorais sem contribuir proporcionalmente com impostos no país.
“Não podemos ter empresas monstruosas e grandes ganhando bilhões, não pagando nenhum imposto neste país, tentando direcionar o resultado eleitoral deste país”, acrescentou.
