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Quadrilhas de Santa Luz e Currais levam o público ao delírio no Festival Junino de Bom Jesus

Atualizado em 3 min de leitura

Por Israel Guerra

Festival Junino de Bom Jesus mantém viva cultura nordestina

Quem foi ao Festival Junino de Bom Jesus na noite de ontem (22/06), sem dúvida voltará hoje para a grande final. As apresentações das quadrilhas estilizadas Lumiar da Lua, (Santa Luz-PI) e Asa Branca de (Currais-PI), levaram o público de mais de 3 mil pessoas ao delírio. Jovens, crianças e idosos vibravam freneticamente com o espetáculo teatral.

A Junina Lumiar da Lua encenou a grande obra do escritor nordestino Ariano Suassuna -“O Auto da Compadecida”. Logo, os espectadores se identificaram com a peça devido ao seu caráter popular que mistura literatura, humor e o regionalismo nordestino.

Nas cenas, o protagonista João Grilo fugindo da vida de miséria e fome no sertão do Nordeste com suas trapaças, sempre ao lado do seu amigo Chicó, não deixava o povo parar de rir. O cangaceiro Sivirino, o Diabo e A Compadecida (Nossa Senhora), foram personagens marcantes na peça.

Com o tema: “Não sei, só sei que foi assim”, com seus 46 componentes, muita criatividade e com suas cores vibrantes; azul, verde e vermelho a Lumiar da Lua arrancou aplausos durante toda sua apresentação.

A Junina Asa Branca, de Currais iniciou a apresentação com um forte traço da cultura nordestina nas figuras dos santos casamenteiros Santo Antônio e São João, destacando o casamento do matuto. Um resgate das tradições nordestinas mais antigas nas festas juninas.

A Asa Banca contou a rivalidade das famílias tradicionais do nordeste (O coronelismo) encenando o casamento de uma moça rica, filha de coronel, com um rapaz de família pobre. Uma realidade no desenvolvimento social e político da região Nordeste.

Com uma coreografia impecável, trages coloridos, cores matizantes- amarelo e vermelho dos vestidos, combinando com as calças risco de giz e sapatos vermelhos-sangue, formavam belo figurino junino.

As duas agremiações fizeram tremer as arquibancadas recebendo aplausos, quando encenaram o cangaço de Virgulino – Lampião. O xaxado, a carabina, Maria Bonita, o chapéu de couro de Lampião cravejado com estrelas, a cabaça, o lenço e a sandália de couro dava vida aos cangaceiros.

O prefeito Marcos Elvas na companhia do deputado estadual Gustavo Neiva, da secretária de Cultura, Izabel Piaia e assessores, assistiam ao espetáculo encantados com o que viam.

“Isso é apenas o resultado do que é feito com amor. É gratificante ver todas as classes sociais de Bom Jesus num só palco. Fico emocionado”, disse o prefeito.

 

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